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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Reaberta lista de Furnas




Da coluna de Ancelmo Gois no Globo
Em 10 de abril de 2017

Reaberta agora, 'Lista de Furnas' inclui nomes como Cunha e Bolsonaro


Desde quando surgiram denúncias de grossa roubalheira contra o PT, no chamado escândalo do mensalão, Lula e cia. insistiam, dia sim, outro também, na reabertura da chamada “Lista de Furnas”. A acusação, que terminou dando em nada, referia-se a uma lista com quase 150 políticos, quase todos ligados ao então governo FH, envolvidos num esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na sexta, o MP do Rio ratificou a denúncia feita pelo MPF contra integrantes desta tal lista. O caso está com a juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal do Rio.


Entenda o caso

A Lista de Furnas é o nome atribuído a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ocorrido nos anos 2000 e que envolve a empresa estatal Furnas Centrais Elétricas, com sede na cidade do Rio de Janeiro, para abastecer a campanha de políticos em sua maioria do Partido da Social Democracia Brasileira e Partido da Frente Liberal nas eleições de 2002.



Autenticidade da Lista

Uma perícia feita pelo Instituto de Criminalista da Polícia Civil do estado de Minas Gerais apontou que a lista foi feita a partir do computador do lobista Nilton Monteiro. Posteriormente, Nilton Monteiro foi preso acusado de extorquir políticos a partir de documentos fraudados. Na denúncia a revista Carta Capital apontava o publicitário Marcos Valério como autor da lista.
No entanto, por meio de declaração do advogado Joaquim Egler Filho, da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas, a acusação de extorsão foi parte de uma armação contra Nilton Monteiro. O ex-presidente de Furnas, Dimas Toledo, nega participação na elaboração da lista, alegando que não passa de montagem.

O laudo da perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Federal (PF), apresentado na última semana, atestou que a lista original de beneficiários do chamado “Esquema de Furnas” é autêntica. Uma cópia da lista havia sido encaminhada à PF pelo deputado estadual Rogério Correia (PT). Agora, após equívocos em relação à cópia da lista, a perícia da PF conclui que a listagem original é mesmo autêntica. Assinada pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, ela contém cerca de 160 nomes, a maioria de políticos da base do governo de FHC. Entre os nomes registrados, constam o do atual candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alkmin, do senador tucano Eduardo Azeredo, do governador de Minas, Aécio Neves, do candidato ao governo paulista José Serra, e ainda de políticos mineiros como João Leite, Zezé Perrella e Hélio Costa. Eles teriam sido beneficiados pelo esquema de caixa dois, coordenado por Toledo, que teria arrecadado, em 2002, cerca de 40 milhões de reais. A PF está certa de a assinatura é mesmo de Dimas Toledo, mas não chegou a uma conclusão sobre o envolvimento de todos os nomes da lista com o esquema de caixa dois. Para isso, dará continuidade às investigações, que avaliarão contratos de Furnas no período, a fim de verificar se houve superfaturamento e identificar os beneficiários. Há inúmeras empresas listadas como “financiadoras” do esquema administrado por Toledo. 

Confira no blog de Luiz Nassif os documentos autenticados, gráficos e dados de como foram distribuídas as propinas por partidos.
http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/os-nomes-e-valores-da-lista-de-furnas




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