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terça-feira, 6 de junho de 2017

Pai de Liana Friedenbach tem um recado para os seguidores do animalesco e sub-humano, Bolsonaro.



De novo anda pululando na web a ideia de justiça com as próprias mãos levada adiante por essa maldição da política, esse demagogo que já deveria estar preso há muito tempo por usar a violência como plataforma política.

Ari Friedenbach sentiu na pele a maior dor de qualquer pai. Sua filha foi assassinada aos 16 anos em um crime que chocou o Brasil. Ari divulgou uma carta aberta aos militantes de Bolsonaro e ao próprio deputado, que utilizam a morte de Liana para defender determinadas ideias e formular teses

Ari Friedenbach sentiu na pele a maior dor de qualquer pai. Ele teve sua filha brutalmente assassinada aos 16 anos num caso que chocou o País. Liana foi torturada, estuprada e morta por Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como “Champinha”, enquanto acampava com seu namorado em Embu Guaçu, região metropolitana de São Paulo, em 2003.

À época, Champinha tinha 16 anos. Após cumprir três anos de medida socioeducativa na Fundação Casa, psicólogos do Instituto Médico Legal o diagnosticaram com transtorno de personalidade, alguém incapaz de viver em sociedade. Interditado pela Justiça, Champinha vive até hoje em um estabelecimento especialmente criado pelo governo do Estado de São Paulo para interná-lo, e de onde ele nunca mais deverá sair.

A história de Liana já foi muito usada por aqueles que apoiam a redução da maioridade penal. 

Defensores de Bolsonaro, entre eles o Movimento Brasil Livre, usaram o crime brutal como uma justificativa à fala do deputado, que disse que não estupraria a parlamentar Maria do Rosário (PT-RS) porque esta “não merecia”.

“O contexto completo remonta ao caso de Champinha, jovem de 16 anos que estuprou e degolou a jovem Liana Friedenbach em 2003. Na ocasião, Maria do Rosário defendeu a IMPUNIDADE do estuprador e assassino, porque era “apenas uma criança” nas palavras da deputada petista. Bolsonaro, por outro lado, defendeu a redução da maioridade penal e a prisão de Champinha. Ainda no Congresso, os deputados discutiram, com a deputada petista chamando Bolsonaro de estuprador, e então ouviu a frase que foi julgada hoje pelo STF”, diz nota divulgada na página do MBL no Facebook.

Diante da repercussão, o pai de Liana, Ari Friedenbach, hoje vereador de São Paulo pelo PHS, divulgou uma carta aberta esclarecendo aos militantes de Bolsonaro que pedem seu apoio ao parlamentar que não, isso não vai acontecer.

“Primeiro, ele não defendeu a honra da minha filha. Qualquer discurso que não acrescente nada para a sociedade não é defesa. Pena de morte não é defesa! Fazer um circo para ganhar mídia é oportunismo, não é defesa!”, escreveu Friedenbach, que voltou a se posicionar contra a redução da maioridade penal e a pena de morte.

O vereador também afirmou que já pediu a Bolsonaro que ele pare de usar a tragédia de sua família para defender suas ideias. “Não autorizo o uso da minha história para fazer discurso de ódio ou tentar dar credibilidade a suas propostas insanas”, afirmou na carta.

“Sou favorável a responsabilização do menor que cometer crimes contra a vida. Que seja julgado e pague por isso, com ressocialização e decência, mas que cumpra penas rígidas como criminosos e não menor infrator”, ponderou.

5 comentários:

  1. Entendo que o pai da Liana está equivocado, ao considerar a tragédia e a barbaridade de que foi vítima a sua filha, e com o seu namorado, como uma estória pessoal da sua família. Não é, não. O comportamento animalesco dos homicidas é assunto de alto interesse da comunidade, pois a segurança dos seus habitantes é um direito difuso da coletividade, que deve estudá-lo e analisá-lo sob todos os aspectos, com o objetivo de prevenir e evitar, por todos os meios possíveis, que tais ações criminosas não se repitam. Há muitos anos atrás, em um programa de TV, fizeram uma pesquisa com entrevistas de vários presidiários condenados por homicídios. Deles se indagou: se houvesse pena de morte para os crimes que cometeram se eles os teriam praticados. As respostas, categóricas, pelo que me lembro foram todas, ou quase todas no sentido de que não teriam cometidos os seus crimes! Assim, diante da barbárie que vivenciamos, desde que os pretensos socialistas assumiram o governo o país, pelo amadurecimento a que cheguei com a minha idade, não tenho a menor dúvida de que o criminalidade no Brasil só será extirpada com a implantação da pena de morte, evidentemente com uma nova constituição.

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    1. A pena de morte exige que alguém mate outro alguém. Assim, ao punirmos um crime de morte, cometemos outro.Sou favorável à prisão perpétua com trabalhos forçados. Creio que isso faria com que pensassem duas vezes antes de cometer o crime. Não à pena de morte!

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    2. Crimes hediondos podem ser problema de toda a sociedade mas não é por causa disso que se pode usar as tragédias alheias para justificar propostas doentias. Admiro a sanidade do pai da Liana, não o conheço mas acredito que seja um excelente advogado e cidadão. Um homem cortês e equilibrado,mesmo diante do crime brutal a que sua filha foi submetida. Os eleitores de SP que votarão nele estão de parabéns pela sua escolha e coerência, se eu pudesse mudaria pra lá pra votar nele também. Fora bolsolixo!

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  2. para iluminar, se for possível, a mente dos hipnotizados e manipulados globais, o bispo Romero, cujo país latino-americano não lembro no momento, ao oficiar a missa foi assassinado e antes de morrer ele perdoou o seu assassino, olhando-o nos olhos e dizendo: meu filho, eu te perdôo'. o assassino acabou arrependendo-se do seu ato insano. só o amor constrói. e as medidas que o pai da menina assassinada menciona são as medidas mais certas, mais justas porque por pior que seja um assassino ele é sempre uma pessoa que tem direito à redenção. contrários a isso não seguem os preceitos de sua própria religião, confirmando o que eu sempre disse religião separa, divide, ensina o ódio a intolerância e a hipocrisia.

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    1. Mas o perdão do bispo isentou o assassino de responder pelo crime? Impediu de ser punido? Deus perdoa pecados, mas somos obrigados às suas consequencias.

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